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Cerveira e seus Cervos

Parece que desta é de vez. Já está tudo a postos, amanhã, logo pela manhã, inicia a nossa longa cruzada em direcção às terras do sul, deixando para trás e durante algum tempo as terras do norte. Como tal as minhas despedidas terminam com a vila portuguesa, situada no Minho, pela qual me apaixonei. Vila Nova de Cerveira ou, também conhecida pela vila das artes. A primeira vez que a visitei foi em 2009, pela mão dos meus amigos Paula, Hugo e companhia. Foi paixão à primeira vista. Algum tempo depois vimos viver para Viana do Castelo e, desde então, é uma constante as visitas a esta bela vila.
Podia falar dos seus belos edifícios, das suas paisagens, da bienal, do festival de reggae, das gentes, dos petiscos, das festividades religiosas, da feira medieval... Mas não consigo falar de nada.
Como já vem sendo hábito, partilho umas poucas fotos para, uma vez mais aguçar a vossa curiosidade e vos  trazer até ela.

2009 primeira visita




 À espera para visitar as exposições no multiusos, bienal.





 O repasto :0)


Entre 2009 e 2013



















 Gatos na biblioteca...

 O outro lado, os galegos.


 Nada como começar o dia em Cerveira.


Como não nos apaixonarmos por esta vila, até tem uma ilha dos Amores...


Para terminar, claro, a lenda...
A lenda do Cervo Rei
"Era uma vez... um cervo, que os deuses do Olimpo quiseram que fosse Rei. Escolheu estas terras desabitadas para receber a colónia de cervos, assim nas redondezas todos começaram a conhecer este lugar como "terras de cervaria".
Muitos anos correram. Com muitas lutas e guerras, calamidades que foram dizimando a colónia até que só ficou o Rei Cervo.
Diz a lenda que na reconquista, quando os senhores de pendão e caldeira desceram os cerros asturianos à conquista do que seria mais tarde o "Condado Portucalense", um jovem fidalgo desafiou o Rei Cervo para uma luta frente a frente.
O velho senhor aceitou. A luta seria travada entre arvoredos e ervas daninhas e num local onde existiam pequenas valas, no lugar de Valinha (Cornes).
E sem apelo nem agravo, o Rei Cervo venceu. Ficou com o pendão do fidalgo e a partir daí seu brasão de armas foi a bandeira conquistada.
Mas os deuses enganaram o rei, ele não seria imortal...
Cansado da vida, doente, na solidão das fragas, o velho senhor morreu. E com ele desapareceu para sempre a "Terra de Cervaria".

Eu acho esta "estória" muito triste. Como é que é possível os deuses serem "aldrabões"?!?
Seja como for Cerveira, está lá, linda de morrer, apaixonante, com seu Rei Cervo.
:0) 

Rei Cervo









Assim me despeço com um "Até Breve". Espero que se tenham divertido tanto quanto eu.
Continuem atentos. Logo, logo estarei de volta com as aventuras da "Grande cruzada para terras do sul".
Inté!
:0)



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