Avançar para o conteúdo principal

O que é o PapaPapel

PapaPapel, atelier


Somos uma oficina de transformação do papel.
O nome, PapaPapel, surgiu quando, ainda, vivíamos em Aveiro.



Um dia, recebemos a visita de uns amigos, era a época do caracol, foram à caça, coitados dos caracóis, eu não alinhei. Como só iam para Lisboa no dia seguinte, deixaram o saco, com os ditos caracóis, na cozinha, junto á máquina de lavar roupa. Quando a casa ficou vazia, reparámos que alguns caracóis tinham escapado e passeavam pela cozinha. Comecei a alimentá-los e deixei-os ficar por ali. Mas de noite, eles vagueavam pela casa e, sem querer, eram pisados. Foram morrendo, mas houve um, o Tobias, que ficou connosco muitos meses, ainda o levámos para Viana do Castelo, onde acabou por falecer, naturalmente (acredito).
Mas, o Sr. Tobias, mesmo tendo à disposição folhas de alface frescas e pedaços de pão, adorava comer o calendário. Foi então, que reparei no produto final da digestão do calendário, pasta de papel.
Assim, ficou para a história, o nosso Tobias, os nosso amigos e, a inspiração para o nosso logótipo e nome.

Como o caracol, PapaPapel é uma oficina, que abriga uma artesã alfacinha, que dá pelo nome Fernanda, alimenta-se de papel, anda de terra em terra, de região em região, de distrito em distrito, de cidade em cidade, de vila em vila, de aldeia em aldeia, de rua em rua, com a casa, o espaço, o ninho às costas. Chegamos, instalamo-nos, absorvemos toda a beleza que nos rodeia e damos-lhe vida. É a nossa Magia.
Tudo começou em Aveiro, onde já trabalhávamos sob a sigla "FV Artesanato". Depois fomos até Viana do Castelo. 


A seguir, foi a vez de marcar presença na Ilha do Farol - Faro.  


 


Passados 12 anos, estamos de regresso ao berço da nossa artesã, Lisboa.


O que fazemos?

Fazemos reciclagem do papel e, também, reutilizamos outros materiais que usamos na decoração das peças.
A Paixão da nossa artesã é a escultura em papel.
Várias formas e texturas, misturam-se com outros materiais, cores, ganham movimento, vida. É MÁGICO.




Textos de,Vianinha 
Fotos de,Sentieira

Mensagens populares deste blogue

Cabeçudo

O Faroleiro  No 1º trimeste deste ano resolvi participar no curso de cabeçudos do grupo etnográfico da Areosa. Já tinha alguma curiosidade em saber qual a técnica utilizada para se fazer o tradicional cabeçudo. Quando cheguei a Viana, o ano passado, pensei logo, tenho de ir ver os cabeçudos e gingantones. E assim foi. A nossa chegada foi em Julho e as festas da Sra. D'Agonia são em Agosto. Lá fui eu, feliz e contente. Adorei. Vou, então, apresentar o meu 1º cabeçudo que já andou por festas e exposições este ano.
De frente. Ele está um pouco cansado. Foi muito trabalho...


Um ligeiro perfil.




O curso

O Faroleiro



Outros cabeçudos. Trabalhos dos meus colegas.




Viana do Castelo e sua Lenda.

Ainda vamos estar por Viana mais uns dias. A partida está a ser complicada. Continuando com as despedidas, vou partilhar convosco algumas fotos da cidade e a sua lenda.





Encontrei várias versões da Lenda de Viana do Castelo. Vou partilhar duas.
"
A lenda de Viana
Há muito, muito tempo, na margem direita do rio Lima, erguia-se uma pequena povoação que tinha o nome de Átrio ou Adro. As pessoas que aqui habitavam construíam barcos, fabricavam redes e ensinavam as filhas e as mulheres a consertá-las…             Para além de pescarem no rio também se aventuravam no alto mar, apesar de muitas vezes serem surpreendidos pelo mau tempo, tornando-se difícil vencer a impetuosidade das ondas. De lá traziam carapaus, congros, pescadas, sardinhas, fanecas e muitos outros peixes, com que se alimentavam e vendiam no mercado.             Quando o mar se alterava e não permitia a pesca, tinham o rio. E Aqui pescavam enguias, solhas, trutas, tainhas, lampreias, sáveis e salmões, conforme as épocas.     …

O cabeçudo Pinguço

Se já era fã de cabeçudos, agora ainda sou mais. A experiência de aprender a construir foi fantástica, adoro todo o processo, construção da estrutura, criação de personagens... Não vou parar de fazer cabeçudos  :«) é muito bom. Mas falemos do Pinguço. O Pinguço é daqueles portugueses que anda um pouco baralhado e está inactivo perante as mudanças sociais, económicas e políticas deste país. Ele ainda não compreendeu se está embriagado ou se apanhou sol a mais. Uma coisa é certa está estupefacto e ranhoso, muito ranhoso, também tem uns suores frios. Espero que reaja ( positivamente), que tome uma atitude para melhorar o que está menos bem. Eu (Fernanda) tenho esperança, não é fácil, mas é possível.




De costas, à janela, ainda por pintar.




Novamente de costas, mas já pintado.






De frente, de perfil, é feio que se farta. Torna-se engraçado de tão feio que é.




Para finalizar uma foto de amigos  :«)