segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (Parte 3)

O atelier


Mal chegámos ao nosso destino, fomos brindados com o barulho, infernal, do cruzamento dos comboios na linha. Som que, nos próximos anos, vai fazer parte das nossas vidas. Não é agradável, mas, para já, não há volta a dar. 
Deixemos estas questões sonoras. 
Como já disse chegámos às 20h, os trabalhadores que iam levar as coisas da carrinha para a casa, já estavam cansados. Os que vinham no camião, estavam cansados da espera, do trabalho de passar as coisas do barco para o camião e da viagem. Os que foram chamados para ajudar (com o fim de ser mais rápido), estavam cansados do dia de trabalho e queriam ir para as sua casas, jantar, descansar. Só para terem uma ideia tudo terminou por volta das 22h. 
Há que referir que estávamos sem luz e não, passo a explicar. 
"Quando fizemos o contrato pedimos para nos ligarem até 6 de Setembro, data em que íamos chegar e queríamos ter luz em casa. A visita, do funcionário da EDP para o efeito, ficou marcada para 6 de Setembro. Pedimos a um amigo que estava de folga nesse dia e, disponível para nos fazer o favor de o receber. Mas não correu bem. Houve uma confusão com as chaves, melhor, não havia nenhuma suplente, ao contrário do que era suposto. Estávamos nós no meio da confusão de coisas, barcos, camiões, quando recebemos o telefonema do nosso amigo a perguntar o que fazia. Tinha o funcionário da Edp para fazer a ligação e não tinha chaves. Dissemos, arromba a porta. A questão é que, entretanto, o funcionário, que tinha outros serviços para fazer, foi embora, disse que voltava, mas não voltou. Conclusão, quando nós chegámos, tínhamos a porta arrombada, não tínhamos luz e os carregadores furiosos. Simpático, não!?! Ainda pensámos que o dito funcionário da EDP pudesse ter ido numa altura que não estivesse ninguém e, tivesse feito a ligação, na realidade a ligação é feita na escada. experimentámos, mas nada. Lá se fez a mudança à luz de velas com homens furiosos a, literalmente, mandar com as caixas, de qualquer jeito.
22h trabalho concluído, os trabalhadores foram para suas casas, finalmente. Nós, fomos jantar em casa dos nosso vizinhos (curiosamente, também o eram na ilha), que, amavelmente, prepararam uma deliciosa refeição para nós.
No dia seguinte, mais calmos, lá ligámos para a EDP para fazer nova marcação. Só podia ser dali a dois dias. Já estávamos por tudo, mais duas noites à luz das velas, até é romântico. Não acham?  
Entretanto, em conversa com outro amigo, contámos a nossa aventura, ou melhor, a nossa desventura. Ele ri-se e diz-nos - vocês têm luz de certeza, a ligação é feita na escada. Lá fomos experimentar e, voilá, tínhamos luz. No dia anterior, tivemos azar, a lâmpada que experimentámos estava fundida. Inacreditável! Eheheheheh!!!"

Vamos agora ao atelier. É mais ao menos do tamanho do outro, um pouco maior, talvez, mas com alguns problemas para resolver. (Falamos nisso noutro dia) Mas o pior mesmo, é o problema sonoro de que vos falei - o comboio - e a vista.
Oram vejam.
Atelier vazio...





E cheio de tralha...


  
O causador do problema sonoro e as vistas.
Depois disto...


Temos isto...





Não há comparação possível. Mas, como já disse, em tudo há o lado bom e o menos bom, vamos tirar partido do bom e, ser felizes.
No próximo dia, vamos falar dos problemas que encontrámos e como os solucionámos.
Até lá. 😏
Fernanda Viana

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (Parte 2)

Partida


Para quem não se lembra, antes de virmos para Lisboa estávamos na Ilha do Farol - Faro. Para sair ou entrar nesta ilha, o único meio é o barco, seja ele particular, alugado, emprestado, da carreira... Já estão a ver o filme, certo! 😏 
Para mudarmos temos de acertar o dia e a hora entre o transporte fluvial e o terrestre. Há que ter atenção ás marés, aos horários das empresas que nos prestam serviço, etc.
Tendo tudo isto em conta, preparámos tudo com muito cuidado. Marcámos hora com o barco, cedo, por causa da maré, acertámos com o camião de mudanças em Olhão, de véspera deixamos tudo preparado e, no dia, acordámos cedo para levar as nossas tralhas, num tractor com atrelado, até ao cais onde marcámos com o barco.
Tudo a postos...



6 de Setembro, ainda antes das 9h da manhã, todas as tralhas estavam no cais, à espera do barco que ainda não se avistava. Uma hora depois, ficámos a saber que o dito barco, só viria às 11h. Segundo eles, para nosso espanto, era a hora marcada. A essa hora a maré já estaria vazia, o que complicaria em muito a passagem das coisas para o barco. Acreditamos que terá havido um problema de comunicação. O certo é que não havia nada a fazer, tínhamos de continuar.
Primeira aventura, ou desventura... 😒 

Vejam...




Tudo ficou atrasado. 
Às 11h foi a hora marcada com o camião, portanto estávamos com um atraso de 2 horas. Mas por volta das 13h lá deixámos a ilha, com um nó na garganta, mas ao mesmo tempo com alívio. Tínhamos de ir, e estávamos atrasados.
As últimas imagens...


  
Chegados a Olhão, atrasados, com a maré a encher mas ainda muito vazia, o que dificulta o trabalho. Sendo hora de almoço, a decisão foi, ir almoçar.

Almoço no Clube Naval em Olhão... 



Eu não comi isto, para mim foi uma saladinha e batatas fritas. 😏
Estávamos cansados, assim recuperámos as forças, a maré subiu e, pelas 15h lá estávamos a passar as tralhas do barco para o camião. Agora com mais uns braços para ajudar, os homens da empresa de mudanças. 
Foi relativamente rápido. Mais braços para trabalhar, forças recuperadas pelo almoço. Pelas 17h, depois da merecida cervejinha, abalámos rumo a Lisboa.

Viagem...


Chegámos a Lisboa por volta das 20h, mas isso é assunto para a próxima publicação. 
Até lá. 😉

Fernanda Viana

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (parte 1)

Onde estamos?!
2017 chegou num Domingo cinzento, preguiçoso, uma preguiça que durou até segunda, dia 2. A 3, a nossa artesã fica doente, a gripezinha da época. 😏
Vamos regressar lentamente, ainda estamos numa espécie de licença sabática. 😏 Andamos em pesquisas, estudando, experimentando...
Enquanto isso, vou revelar onde estamos e como chegamos aqui. ( quem nos segue no facebook, já sabe). 
Estamos na capital,

LISBOA


mais precisamente, na "Linha", concelho de Oeiras,
 Paço d'Arcos.

Não é o nosso destino de sonho, mas, por agora, é o que tem de ser. Vamos, aproveitar bem a nossa estadia por aqui, absorver tudo aquilo que nos ajude a crescer, explorar, conhecer e usá-lo no nosso trabalho. É o que temos feito até aqui, e vamos manter, deixar-mo-nos influenciar pelas nossas tradições, pelas nossas raízes, viver Portugal e passá-lo para o trabalho.
Como chegámos aqui? Foi uma longa viagem, interior e geográfica. Para começar, vamos falar da viagem geográfica, Do Algarve, Ilha do Farol, até Oeiras, Paço d'Arcos. 
A partida, será o assunto, do próxima publicação.

Até lá!
😉

sábado, 7 de maio de 2016

Mudar

Meus queridos amigos, mudar é um verbo que faz parte da minha vida, sou uma nómada. Quem me conhece sabe que, devido à profissão do meu companheiro de viagem por esta vida, andamos sempre a mudar de lugar.
Pois, chegou a hora de mais uma mudança, ainda não sabemos bem para onde nem quando, mas é, em breve estaremos noutra cidade. Mas desta vez, a mudança não vai ser só de cidade e instalações, também eu, (a vossa "artesã de serviço"), estou em processo de mudança. Por essa razão estamos em modo "off". Preparativos para a mudança física. A mudança intelectual... essa é constante. Não vou deixar de trabalhar com as bonecadas que tanto gosto, vou é fazê-lo de outra forma, mas para que tudo corra bem tenho de me preparar, e para me preparar correctamente tenho de parar e começar de novo, com um novo método. Ainda não sei se vai dar certo, mas preciso mudar, tentar, sem medo, quem sabe não é esta a chave da porta que tanto desejo abrir.
Acreditando que tudo vai correr bem, chegou a hora de descansar o corpo e a mente para iniciar uma nova etapa da minha vida.
Grata pelo vosso carinho,
Fernanda Viana



Entretanto ainda estamos a terminar uma pequena peça que vamos levar ao concurso "Santos ao pé da porta fazem mil artes" em Vila Nova de Gaia, promovido pela 3+arte - Cooperativa artistica e cultural, CRL.
Fiquem atentos!


Já que o tema é mudança, deixo-vos com as palavras de Camões,

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" "

Vamos falando,
Até breve

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Loulé - Eventos cancelados

Com muita pena nossa informamos os nossos seguidores que os eventos (workshop e exposição) agendados para o próximo dia 30 de Abril em Loulé foram cancelados, por motivos que nos são alheios.


Lamentamos.
Até uma outra oportunidade.

Fernanda Viana

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Loulé - informação sobre o nosso evento nesta bela cidade

No dia 30 de Abril vamos estar em Loulé, no Loulé Coreto Hostel  , afim de realizar um workshop onde podem aprender connosco, mais precisamente com a nossa artista de serviço, Fernanda Viana, os "segredos" da paste de papel. Se quiser passar um inicio de tarde num ambiente de boa disposição, contacte:
Loulé Coretop Hostel.
Mafalda Peixoto - 966 660 943
loulecoretohostel@gmail.com
e marque a sua presença, ainda há vagas.

http://loulecoretohostel.com/ - https://www.facebook.com/loulecoretohostel/?fref=ts


https://www.facebook.com/events/192218317815774/


Queremos, também, informar que a Exposição "Loulé num fim de semana" foi antecipada para o dia 30 de Abril pelas 18h em vez do dia 1 de Maio, como foi inicialmente anunciado. 

Loulé
Num fim-de-semana
Com esta exposição pretendo mostrar-vos a minha visita a Loulé, num fim-de-semana, garanto que se fica com vontade de voltar, conhecer melhor.
A ideia é convidar o visitante a fazer esta pequena viagem comigo, no meu pequeno atelier “improvisado”, vai estar instalado por um dia, apenas, no Loulé Coreto Hostel.
Loulé, uma pequena cidade Algravia, cheia de vida. Uma cidade que descansa ao Domingo, quase tudo fecha ao Domingo, é curioso e raro nos dias de hoje. Um Mercado lindo, radioso, não passa despercebido. Ir a Loulé e não visitar o mercado, é como ir a Roma e não visitar o Papa. Vão poder ver a minha homenagem a este edifício e sua vida, vendedores e clientes nesta pequena viagem. Aliás, esta começa na Torre do relógio, junto à Câmara, passamos pelo mercado e terminamos no Coreto. Os escritores também vão ser homenageados, Cândido Guerreiro, Casimiro de Brito, Lídia Jorge e, claro, António Aleixo. Duas figuras populares, ícones, cromos de Loulé Manel da baracinha e Maria das bananas terão, também, o seu lugar.
Muito mais há para mostrar, falar, retractar, ilustrar, homenagear… Espero que com esta pequena mostra fiquem com vontade de descobrir Loulé, é sinal que o meu trabalho cumpriu o objectivo.
Venham ver Loulé em Papel, é este o desafio.

Fernanda Viana



https://www.facebook.com/events/1153816711325982/

Aguardamos a vossa visita.
Obrigada

Fernanda Viana

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Loulé

O mês de Abril vai ser dedicado à cidade de Loulé. Loulé é a nossa nova amizade, ainda em crescimento, mas amizade. Esta linda cidade Algarvia, cheia de vida e muito acolhedora, recebe os seus visitantes de peito aberto oferecendo a sua amizade.

A primeira vez que por lá passámos, foi mesmo uma passagem rápida, durou umas horas, mas foi tão agradável que decidimos voltar. E voltámos, no final de Outubro de 2015, fomos passar um fim de semana a Loulé. Entre muitos lugares para ficar em Loulé, certamente bons, escolhemos "Loulé Coreto Hostel.
https://www.facebook.com/loulecoretohostel/?fref=ts  http://loulecoretohostel.com/
Recomendo. Ficámos muito bem instalados e fomos muito bem recebidos pelos donos do hostel, casal muito simpático e hospitaleiro. O Sentimento que ficou, foi "passámos um óptimo fim de semana em casa de uns amigos em Loulé".

Entre conversas falámos do nosso trabalho e do gosto que teríamos em fazer algo em Loulé, deixámos o nosso cartão, afim de mantermos contacto. Não demorou muito para receber um telefonema da simpática Mafalda Peixoto, dona do hostel, propondo-me um workshop em Loulé e na viabilidade de ser no hostel, visto que são parceiros de "Loulé Criativo" um conceito de turismo criativo que surgiu em 2000, nos trabalhos de investigação de Greg Richards e Crispin Raymond, ao qual CM Loulé aderiu.
http://www.loulecriativo.pt/home
http://www.creativetourism.org/associates/greg-richards/
http://www.creativetourism.org/associates/crispin-raymond/

Um conceito muito interessante, do qual me orgulho de fazer parte, pois aceitámos, claro, o convite da Mafalda Peixoto. Assim vamos estar todo o mês de Abril para este projecto, um  worksop no dia 30 de Abril "Oficina de arte de transformar o papel".
https://www.facebook.com/events/192218317815774/?ref=3&ref_newsfeed_story_type=regular&feed_story_type=17&action_history=null
E, também, no 1º de Maio, uma exposição "Loulé num fim de semana". Esta exposição, também, vai dar inicio a um novo projecto do PapaPapel Atelier, mas sobre ele falaremos noutra ocasião.

Ao longo do mês vamos dando noticias sobre o que está acontecer e esperamos que nos visitem em Loulé.

Imagens que nos encantaram e registámos, o melhor possível, para convosco poder partilhar.

Torre do relógio...



Mercado...



Coreto




Arte por todo o lado...

António Aleixo.







Divertidos...



Muito mais há para ver e sentir em Loulé, mas para isso têm de lá ir. Eheheheheh!!!!

Estejam atentos, mais noticias em breve.

Texto: Fernanda Viana
Fotos: Sentieira
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