quinta-feira, 11 de maio de 2017

Na Casa da Partilha.


No passado sábado, 29 de Abril, o PapaPapel Atelier saiu, uma vez mais, à rua. Desta vez, a nossa oficina móvel, foi até Oeiras, à Casa da Partilha, um espaço único, fantástico e mágico, onde coabitam a Partilha Narrativa - Associação Cultural (http://partilhanarrativa.wixsite.com/stories/n-s) e a Livraria e editora Gatafunho (http://partilhanarrativa.wixsite.com/stories/n-s). Aqui todas as semanas decorrem eventos muito interessantes. Espreitem e visitem.
E nós, fomos até lá com uma oficina de pasta de papel, construção de mealheiros. Como estes eventos são lúdicos e têm a duração de, apenas, um dia, ou melhor, umas horas, optamos sempre por produzir a pasta de papel e, com ela construir uma peça. No caso foram mealheiros e, ainda deu para darem largas à imaginação e construírem pequenas peças. Também, levamos, sempre, uma peça em bruto, produzida por nós, para aprenderem os acabamentos que vão ser feitos em casa. Pedimos sempre para nos enviarem fotos com os trabalhos terminados, só nos resta esperar para ver o resultado final.

Tudo a postos para começar...



Preparando o trabalho...


Todos com a mão na massa, produção de pasta de papel...



Acabamentos e pinturas...



1ª fase do trabalho concluída. peças em secagem...



Fico à espera das fotos. Obrigada a todos por terem aparecido.
Nós gostámos, foi muito divertido.
Até à próxima.
Texto e fotos,
Fernanda Viana

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Na Voz do Operário

A convite do nosso amigo Gonçalo, de 6 anos de idade, aluno do 1º ano do 1º ciclo, estivemos, no passado 13 de Março, na Voz do Operário - Espaço Educativo da Graça ( http://www.vozoperario.pt/index.php/educacao/projeto-educativo), com a nossa oficina móvel.

Este nosso amigo queria muito que fossemos à sua escola ensinar a fazer mealheiros em pasta de papel. Surgiu a oportunidade quando, a 13 de Março, chegou a vez da família do Gonçalo ir à escola fazer uma actividade. Ele e os seus colegas elaboraram o projecto "Super Ambulância", um mealheiro gigante, para os ajudar amealhar o que precisam para o acantonamento de fim de ano. A turma acha que só uma ambulância os pode salvar.

E, lá fomos nós, acompanhando a mãe do Gonçalo para o dia da actividade em família. Neste dia, produzimos pasta e construímos a dita ambulância. Ficou a secar. Os acabamentos ficaram a cargo da turma, que se comprometeu em enviar-nos fotos do trabalho concluído.










Uma tarde bem passada, enérgica e divertida.
Gonçalo e amigos terminaram o trabalho e enviaram as fotos.
Missão cumprida. Gostámos muito. Obrigada Gonçalo.

Texto e Fotos,
Fernanda Viana

terça-feira, 9 de maio de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (última parte)

Estivemos ausentes, silenciosos, mas a trabalhar, apesar de a nossa artesã se ter lesionado com a instalação do atelier. Ainda está em tratamentos, é sério, mas nada que a faça parar. O trabalho também apertou, felizmente. Mas vamos ao que interessa.

Como vos tinha falado anteriormente, o espaço que reservamos para o atelier tinha alguns problemas que tivemos de resolver. Tais como...

Estores...


Buracos para tapar...


Chão do roupeiro abateu...


Pintámos estantes...



Pintámos paredes...


Com a colaboração das nossas mascotes, Misia e...


Izzy.


Montagem das estantes...


A Misia a supervisionar...


Vai tomando forma...


Ainda não está terminado, mas já está operacional.



Muita coisa ainda há para fazer, mas o importante é que já está operacional e, o trabalho começou a surgir. Os acabamentos e pormenores vai se fazendo aos poucos.

Agora é ir percorrendo o caminho. Vamos nos encontrando por aí, espero.
Até breve.

Textos e Fotos,
Fernanda Viana.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (Parte 3)

O atelier


Mal chegámos ao nosso destino, fomos brindados com o barulho, infernal, do cruzamento dos comboios na linha. Som que, nos próximos anos, vai fazer parte das nossas vidas. Não é agradável, mas, para já, não há volta a dar. 
Deixemos estas questões sonoras. 
Como já disse chegámos às 20h, os trabalhadores que iam levar as coisas da carrinha para a casa, já estavam cansados. Os que vinham no camião, estavam cansados da espera, do trabalho de passar as coisas do barco para o camião e da viagem. Os que foram chamados para ajudar (com o fim de ser mais rápido), estavam cansados do dia de trabalho e queriam ir para as sua casas, jantar, descansar. Só para terem uma ideia tudo terminou por volta das 22h. 
Há que referir que estávamos sem luz e não, passo a explicar. 
"Quando fizemos o contrato pedimos para nos ligarem até 6 de Setembro, data em que íamos chegar e queríamos ter luz em casa. A visita, do funcionário da EDP para o efeito, ficou marcada para 6 de Setembro. Pedimos a um amigo que estava de folga nesse dia e, disponível para nos fazer o favor de o receber. Mas não correu bem. Houve uma confusão com as chaves, melhor, não havia nenhuma suplente, ao contrário do que era suposto. Estávamos nós no meio da confusão de coisas, barcos, camiões, quando recebemos o telefonema do nosso amigo a perguntar o que fazia. Tinha o funcionário da Edp para fazer a ligação e não tinha chaves. Dissemos, arromba a porta. A questão é que, entretanto, o funcionário, que tinha outros serviços para fazer, foi embora, disse que voltava, mas não voltou. Conclusão, quando nós chegámos, tínhamos a porta arrombada, não tínhamos luz e os carregadores furiosos. Simpático, não!?! Ainda pensámos que o dito funcionário da EDP pudesse ter ido numa altura que não estivesse ninguém e, tivesse feito a ligação, na realidade a ligação é feita na escada. experimentámos, mas nada. Lá se fez a mudança à luz de velas com homens furiosos a, literalmente, mandar com as caixas, de qualquer jeito.
22h trabalho concluído, os trabalhadores foram para suas casas, finalmente. Nós, fomos jantar em casa dos nosso vizinhos (curiosamente, também o eram na ilha), que, amavelmente, prepararam uma deliciosa refeição para nós.
No dia seguinte, mais calmos, lá ligámos para a EDP para fazer nova marcação. Só podia ser dali a dois dias. Já estávamos por tudo, mais duas noites à luz das velas, até é romântico. Não acham?  
Entretanto, em conversa com outro amigo, contámos a nossa aventura, ou melhor, a nossa desventura. Ele ri-se e diz-nos - vocês têm luz de certeza, a ligação é feita na escada. Lá fomos experimentar e, voilá, tínhamos luz. No dia anterior, tivemos azar, a lâmpada que experimentámos estava fundida. Inacreditável! Eheheheheh!!!"

Vamos agora ao atelier. É mais ao menos do tamanho do outro, um pouco maior, talvez, mas com alguns problemas para resolver. (Falamos nisso noutro dia) Mas o pior mesmo, é o problema sonoro de que vos falei - o comboio - e a vista.
Oram vejam.
Atelier vazio...





E cheio de tralha...


  
O causador do problema sonoro e as vistas.
Depois disto...


Temos isto...





Não há comparação possível. Mas, como já disse, em tudo há o lado bom e o menos bom, vamos tirar partido do bom e, ser felizes.
No próximo dia, vamos falar dos problemas que encontrámos e como os solucionámos.
Até lá. 😏
Fernanda Viana

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (Parte 2)

Partida


Para quem não se lembra, antes de virmos para Lisboa estávamos na Ilha do Farol - Faro. Para sair ou entrar nesta ilha, o único meio é o barco, seja ele particular, alugado, emprestado, da carreira... Já estão a ver o filme, certo! 😏 
Para mudarmos temos de acertar o dia e a hora entre o transporte fluvial e o terrestre. Há que ter atenção ás marés, aos horários das empresas que nos prestam serviço, etc.
Tendo tudo isto em conta, preparámos tudo com muito cuidado. Marcámos hora com o barco, cedo, por causa da maré, acertámos com o camião de mudanças em Olhão, de véspera deixamos tudo preparado e, no dia, acordámos cedo para levar as nossas tralhas, num tractor com atrelado, até ao cais onde marcámos com o barco.
Tudo a postos...



6 de Setembro, ainda antes das 9h da manhã, todas as tralhas estavam no cais, à espera do barco que ainda não se avistava. Uma hora depois, ficámos a saber que o dito barco, só viria às 11h. Segundo eles, para nosso espanto, era a hora marcada. A essa hora a maré já estaria vazia, o que complicaria em muito a passagem das coisas para o barco. Acreditamos que terá havido um problema de comunicação. O certo é que não havia nada a fazer, tínhamos de continuar.
Primeira aventura, ou desventura... 😒 

Vejam...




Tudo ficou atrasado. 
Às 11h foi a hora marcada com o camião, portanto estávamos com um atraso de 2 horas. Mas por volta das 13h lá deixámos a ilha, com um nó na garganta, mas ao mesmo tempo com alívio. Tínhamos de ir, e estávamos atrasados.
As últimas imagens...


  
Chegados a Olhão, atrasados, com a maré a encher mas ainda muito vazia, o que dificulta o trabalho. Sendo hora de almoço, a decisão foi, ir almoçar.

Almoço no Clube Naval em Olhão... 



Eu não comi isto, para mim foi uma saladinha e batatas fritas. 😏
Estávamos cansados, assim recuperámos as forças, a maré subiu e, pelas 15h lá estávamos a passar as tralhas do barco para o camião. Agora com mais uns braços para ajudar, os homens da empresa de mudanças. 
Foi relativamente rápido. Mais braços para trabalhar, forças recuperadas pelo almoço. Pelas 17h, depois da merecida cervejinha, abalámos rumo a Lisboa.

Viagem...


Chegámos a Lisboa por volta das 20h, mas isso é assunto para a próxima publicação. 
Até lá. 😉

Fernanda Viana

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Aventuras e desventuras da nossa equipa. (parte 1)

Onde estamos?!
2017 chegou num Domingo cinzento, preguiçoso, uma preguiça que durou até segunda, dia 2. A 3, a nossa artesã fica doente, a gripezinha da época. 😏
Vamos regressar lentamente, ainda estamos numa espécie de licença sabática. 😏 Andamos em pesquisas, estudando, experimentando...
Enquanto isso, vou revelar onde estamos e como chegamos aqui. ( quem nos segue no facebook, já sabe). 
Estamos na capital,

LISBOA


mais precisamente, na "Linha", concelho de Oeiras,
 Paço d'Arcos.

Não é o nosso destino de sonho, mas, por agora, é o que tem de ser. Vamos, aproveitar bem a nossa estadia por aqui, absorver tudo aquilo que nos ajude a crescer, explorar, conhecer e usá-lo no nosso trabalho. É o que temos feito até aqui, e vamos manter, deixar-mo-nos influenciar pelas nossas tradições, pelas nossas raízes, viver Portugal e passá-lo para o trabalho.
Como chegámos aqui? Foi uma longa viagem, interior e geográfica. Para começar, vamos falar da viagem geográfica, Do Algarve, Ilha do Farol, até Oeiras, Paço d'Arcos. 
A partida, será o assunto, do próxima publicação.

Até lá!
😉

sábado, 7 de maio de 2016

Mudar

Meus queridos amigos, mudar é um verbo que faz parte da minha vida, sou uma nómada. Quem me conhece sabe que, devido à profissão do meu companheiro de viagem por esta vida, andamos sempre a mudar de lugar.
Pois, chegou a hora de mais uma mudança, ainda não sabemos bem para onde nem quando, mas é, em breve estaremos noutra cidade. Mas desta vez, a mudança não vai ser só de cidade e instalações, também eu, (a vossa "artesã de serviço"), estou em processo de mudança. Por essa razão estamos em modo "off". Preparativos para a mudança física. A mudança intelectual... essa é constante. Não vou deixar de trabalhar com as bonecadas que tanto gosto, vou é fazê-lo de outra forma, mas para que tudo corra bem tenho de me preparar, e para me preparar correctamente tenho de parar e começar de novo, com um novo método. Ainda não sei se vai dar certo, mas preciso mudar, tentar, sem medo, quem sabe não é esta a chave da porta que tanto desejo abrir.
Acreditando que tudo vai correr bem, chegou a hora de descansar o corpo e a mente para iniciar uma nova etapa da minha vida.
Grata pelo vosso carinho,
Fernanda Viana



Entretanto ainda estamos a terminar uma pequena peça que vamos levar ao concurso "Santos ao pé da porta fazem mil artes" em Vila Nova de Gaia, promovido pela 3+arte - Cooperativa artistica e cultural, CRL.
Fiquem atentos!


Já que o tema é mudança, deixo-vos com as palavras de Camões,

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" "

Vamos falando,
Até breve
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